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Muito Apropriado Para O Momento O Artigo Canoa De Tolda Reedicao


Fonte: http://www.correiodopovo-al.com.br/index.php/noticia/2018/01/10/muito-apropriado-para-o-momento-o-artigo-canoa-de-tolda-reedicao


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Correio do Povo de Alagoas Domingo, Janeiro 21, 2018 correio do povo publicidade notícias 10.01.2018 - 14:05   por Por Raul Rodrigues Muito apropriado para o momento o artigo CANOA DE TOLDA - Reedição Parte da história da canoa de tolda na região do baixo São Francisco Nascido na fazenda Intans, na época pertencente ao curral de Pedras, município de Gararu – Se., que se estendia até a foz do Rio São Francisco, Murilo Rezende viveu desde a mais tenra idade as aventuras do conhecido rio e dele nunca conseguiu se desvencilhar. Filho de Pedro Rezende, oriundo da Vila Providência (conhecida como Panelas) hoje município de Itaí no estado de Sergipe, e Ana Maria Rezende, ela, natural de Belo Monte - Al., aquele menino cresceu na referida fazenda onde seus pais trabalhavam e que naquele tempo empregava cerca de quase 400 famílias, devotados trabalhadores da produção de arroz. Pelo número considerável de famílias justificava-se a nomeação de uma professora do estado para alfabetizar os filhos dos trabalhadores, e esta função foi destinada à mãe do pequeno Murilo, que vivia a sonhar com as coisas do rio e do mundo distante ainda desconhecido. Viu as grandes canoas de tolda atracar no cais da fazenda para receberem cargas de 800 sacos, equivalente a 48 toneladas até 1200 sacos de arroz aproximadamente 72 toneladas, caso da conhecida canoa MARIALVA de propriedade do Sr. Augustinho Gonçalves da cidade de Propriá-SE, tio do ainda hoje empresário Arnaldo Gonçalves da vizinha cidade do Penedo. Ainda menino conheceu parte da história e da lenda dos ribeirinhos, como é o caso do conhecido MUDO DAVI, homem de estatura atarracada, dono de uma força descomunal e uma das figuras mais lembradas do baixo São Francisco. Marcava sempre sua presença através das vestimentas, terno branco, calçado de tamancos e um charuto a fumar, quando das folgas e em visita aos conhecidos cabarés das cidades nas quais a canoa em que trabalhava aportava, em Pão de Açúcar nas “Carrapateiras”, em Propriá no “Ferro de Engomar” e em Penedo no não menos famoso “Camartelo”. Suas façanhas também ficaram conhecidas quando do carregamento nos portos por onde passava, ao carregar três sacos de arroz ao mesmo tempo, um em cada mão e outro preso aos dentes, totalizando 180 Kg com muita facilidade na locomoção. Foi um ídolo para os filhos de canoeiros da época e um nome respeitável em todo baixo San Franciscano, contam que muitas vezes desencalhou a canoa no porto ou no meio do rio com sua força somente com um empurrão na própria canoa, ainda hoje é lembrado como símbolo de força e resistência física mesmo após décadas do seu desaparecimento. Neste contexto ainda se encontra a marca do desenvolvimento de toda região com o auxílio do transporte hidroviário, pois toda produção de algodão, era carregada para as cidades polos que detinham suas fábricas, sendo a maioria delas localizadas em Própria e Penedo, como exemplos citamos: a C.I.P. Companhia Industrial Penedense, TÊXTIL dos Antunes em Neópolis, MARITUBA ainda em Penedo, dos Gonçalves e Peixoto Gonçalves na conhecida Vila Operária. Segundo Murilo o rio não foi retribuído pelos que o exploraram, pois se desde aqueles tempos fossem destinados 0,1 % do comércio que trafegava nas águas do hoje cansado rio, em investimentos de dragagem e manutenção das suas margens, o sofrimento seria pelo menos amenizado. Mas o homem no auge de sua ganância não refletiu sobre quem lhe dava o que beber e muitas vezes o que comer. O mestre das águas San Franciscanas do baixo São Francisco, fala com voz pausada e ressentida, como se fosse um choro, um reclamo, do próprio rio, que nas suas ontem caudalosas e amareladas águas navegavam nada menos que centenas de canoas de grande porte, como a já citada MARIALVA, a BUENOS AIRES de propriedade do conhecido Sr. Elísio Maia de Pão de Açúcar, GOIANA do Sr. Joaquim Rezende também de Pão de Açúcar, LINDOYA do Dr. Etelvino Tavares, dono da fazend
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Correio Povo Alagoas Domingo Janeiro 2018 correio povo publicidade notícias 10.01.2018 14:05   Raul Rodrigues Muito apropriado para momento artigo CANOA TOLDA Reedição Parte história canoa tolda região baixo São Francisco

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