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Assassinatos De Adolescentes Batem Recorde Historico No Brasil Diz Unicef


Fonte: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/10/11/assassinatos-de-adolescentes-batem-recorde-historico-no-brasil-diz-unicef.htm


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Assassinatos de adolescentes batem recorde histórico no Brasil, diz Unicef - Notícias - Cotidiano UOL Notícias Cotidiano Assassinatos de adolescentes batem recorde histórico no Brasil, diz Unicef Guilherme Azevedo Do UOL, em São Paulo 11/10/201702h00 Estudo coordenado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) aponta que o Brasil alcançou a marca de 3,65 adolescentes entre 12 e 18 anos assassinados para cada grupo de mil jovens. O número é o mais alto desde que começou a ser medido, em 2005. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) engloba os 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e se baseia nos dados do ano de 2014 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. O trabalho é uma parceria com o Ministério dos Direitos Humanos do Brasil, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). "Este valor é elevado. Uma sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes de zero e, certamente, inferiores a 1", explicam os autores. Conforme a pesquisa, os assassinatos dos adolescentes no Brasil vêm subindo de forma contínua desde 2012. Em 2011, registrou 2,8; em 2012, 3,3; em 2013, 3,4, até alcançar o nível atual. No início da série, em 2005, o IHA era de 2,8. Seu valor mais baixo foi de 2,6, nos anos de 2007 e 2009. Uma sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes de zero e, certamente, inferiores a 1 Pesquisa do Unicef O futuro do Brasil, representado por esses jovens, está em risco, alertam: "Essa alta incidência de violência letal significa que, se as circunstâncias que prevaleciam em 2014 não mudarem, aproximadamente 43 mil adolescentes serão vítimas de homicídio no Brasil entre 2015 e 2021, apenas nos municípios com mais de 100 mil habitantes". Onde os jovens têm mais chances de serem mortos A maior ou menor gravidade da ameaça para o adolescente brasileiro depende em parte da região onde ele vive, um dado que mostra desigualdade regional. O Nordeste é a que detém o IHA mais alto entre todas, de 6,5 adolescentes assassinados por grupo de mil, nos municípios com mais de 100 mil habitantes. O índice mais baixo entre as regiões é o do Sul, de 2,3. O Sudeste chega a 2,8, seguido pelo Norte, de 3,3, e pelo Centro-Oeste, de 3,9. Ceará (8,71), Alagoas (8,18) e Espírito Santo (7,79) são os Estados onde mais se matam adolescentes. Na outra ponta, com menos mortos, estão São Paulo (1,57), Roraima (1,40) e Santa Catarina (0,93). O Rio de Janeiro está no 12º lugar, com 4,28 mortos a cada grupo de mil jovens. Fortaleza é a capital mais letal para os adolescentes, com IHA de 10,94. Maceió (9,37) e Vitória (7,68) vêm a seguir. As capitais onde os adolescentes menos correm o risco de serem mortos são Campo Grande (1,89), Florianópolis (1,73) e Boa Vista (1,40). Diferentemente de todo o estudo, o cálculo dos municípios mais letais para os jovens de 12 a 18 anos foi feito sobre as cidades com mais de 200 mil habitantes. Segundo os autores, o IHA fica mais preciso nesse universo. O maior IHA entre esses municípios foi o de Serra (ES), a cidade capixaba mais populosa, com população estimada pelo IBGE em 502 mil habitantes. Localizada na Grande Vitória, Serra alcança IHA de 12,71 em 2014, com 90 mortes esperadas de adolescentes, contra IHA de 13,73 em 2013 e 98 mortes. Itabuna, no sul da Bahia, com IHA de 11,88, está no segundo posto de letalidade para os adolescentes, saltando de 24 mortes esperadas entre 12 e 18 anos em 2013, para 37, em 2014. O terceiro pior IHA entre os municípios é o de Fortaleza (10,94), onde a estimativa foi de 473 adolescentes de 12 a 18 anos assassinados em 2014. No Estado de São Paulo, a pesquisa mostra que quase todos os municípios apresentaram índice de IHA inferior a 2. "Esse resultado confirma a tendência de queda registrada nos últimos anos", dizem os autores. Apesar da tendência de baixa, a violência contra adolescentes se exacerbou em alguns municípios. Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, registrou IHA de 3,14, alta de 31,4% em relação a 2013, e é o município paulista mais letal para adolescentes. Em Diadema, no ABC paulista, a alta foi de 96,5%, com IHA de 2,81 em 2014, na segunda posição do Estado. Em Caraguatatuba, no litoral norte paulista, a queda de 31,6% no IHA não tirou o município do grupo dos mais perigosos, na terceira posição, com índice de 2,73. Do universo dos 300 municípios pesquisados com mais de 100 mil habitantes, 74 registram IHA entre 2,01 e 4; 41 têm IHA de 4,01 a 6; 31 alcançam de 6,01 a 8; e 21 cidades apresentam IHA maior que 8,01. Apenas 19 municípios não contabilizam mortes de adolescentes, entre eles, Ourinhos (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Parintins (AM). É pior para o adolescente negro O IHA 2014 apresenta também cálculos de riscos relativos, como sexo e raça. No tocante ao sexo, o índice é pior para os adolescentes homens: eles têm 13 vezes mais risco de morrer v&
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Assassinatos adolescentes batem recorde histórico Brasil Unicef Notícias Cotidiano Notícias Cotidiano Assassinatos adolescentes batem recorde histórico Brasil Unicef Guilherme Azevedo São Paulo 11/10/201702h00 Estudo coordenado pelo Unicef (Fundo Nações Unidas para Infância) aponta Brasil alcançou marca adolescentes entre anos assassinados para cada grupo jovens. número é mais alto desde começou medido 2005. (Índice Homicídios Adolescência) engloba municípios brasileiros mais habitantes baseia dados 2014 Sistema Informação sobre Mortalidade Ministério Saúde. trabalho é parceria Ministério Direitos Humanos Brasil Observatório Favelas Laboratório Análise Violência Uerj (Universidade Estado Janeiro). "Este valor é elevado. sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes zero certamente inferiores 1" explicam autores. Conforme pesquisa assassinatos adolescentes Brasil vêm subindo forma contínua desde 2012. 2011 registrou 28; 2012 2013 até alcançar nível atual. início série 2005 valor mais baixo anos 2007 2009. sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes zero certamente inferiores Pesquisa Unicef futuro Brasil

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